Fé e identidade — sem esconder-se
Dar as mãos não é crime.
E amar a Deus nunca exigiu esconder-se. Este site existe para dizê-lo em voz alta.
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Por que diabos —
E o livro que lhe opõem?
Foi traduzido. Retraduzido. Depois enviesado.
E a doutrinação?
Quem realmente doutrina?
Alguém já viu pessoas LGBTQIA+ indo de porta em porta para «converter» alguém? Evangelizar? Recrutar? Não.
Uma orientação não é um credo. Nem fé, nem religião. É uma identidade — o modo como escolhemos quem queremos por perto na vida.
E no fundo —
O que mais afasta de Deus não somos nós.
A violência, o desprezo, às vezes a crueldade de crentes LGBT+fóbicos: é isso que mais afasta as pessoas das religiões. Dizem defender a fé — e a esvaziam de sentido.
Como o racismo, esse ódio não julga atos. Condena as pessoas por quem elas são. Nada diz sobre aquelas a quem visa. Diz tudo sobre quem o carrega.
Sejamos lúcidos —
Manter a fé. Deixar a superstição.
Na origem, as religiões foram respostas à injustiça — refúgios para os fracos, não armas contra eles. Mas nascidas na ignorância do universo e das leis da natureza, foram acumulando medos e proibições — inclusive a rejeição que nos opõem. Um sedimento, não um alicerce.
Guardemos o coração racional da fé — o amor, a justiça, a compaixão. Deixemos o resto às superstições de outra época.
A ideia de que uma pessoa LGBTQIA+ seria um «criminoso disfarçado» contradiz nossa única reivindicação: nunca mais ter de nos esconder.
E tantas vidas em silêncio —
Quantos de nós creem, em segredo?
Dilacerados entre uma fé, uma cultura que amamos profundamente — e a rejeição de quem a reivindica. Tantas pessoas LGBTQIA+ rezam baixinho, com o coração partido em dois.
Então entremos na luz
Aqui você não tem nada a esconder.
Uma pessoa LGBTQIA+ também tem o direito de expressar seu amor a Deus. De celebrar sua alegria, seu potencial, de estar rodeada por uma comunidade, por aliados e por pais amorosos.
Nem menos, nem mais que qualquer outra. Como as demais, de outro jeito. E assim está perfeito.
«Quer que eu lhe conte o segredo da "agenda gay"? É ser amado e aceito como se é. É só isso.»
O que realmente queremos
Solidários. Pacifistas. Em paz.
Solidários entre nós — e para fora também, com todas as comunidades de onde vêm os nossos. Não ameaçamos ninguém. Nosso único desejo: viver em paz, num mundo que também esteja.